22/06/2017 • 02:39

Frente do setor sucroenergético quer taxa de 17% para etanol importado

Os Estados Unidos elevaram a quantidade produzida do combustível, o que diminuiu o custo e prejudica produtores brasileiros

Parlamentares ligados ao setor sucroenergético pediram nesta terça-feira, (20/6), apoio do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, a medidas para coibir a importação de etanol pelo Brasil. O pleito mais próximo de ser atendido, segundo o representante da Frente Parlamentar pela Valorização do Setor Sucroenergético, deputado Sérgio Souza (PMDB-PR), é a taxação das importações do combustível em 17% - a alíquota hoje é zero. "Haverá uma reunião da Camex (Câmara de Comércio Exterior) no próximo dia (4/7).

 

   Provavelmente virá uma taxação da importação do etanol. Boa parte dos países taxa, e o Brasil deve taxar em 17%", afirmou Souza após encontro com Meirelles na sede da Fazenda. A importação de etanol prejudica os produtores locais, principalmente do Nordeste, onde a safra está sendo colhida, argumentou Souza. Segundo ele, os Estados Unidos elevaram a quantidade produzida do combustível, o que diminuiu seu custo, enquanto os produtores brasileiros precisam lidar com elevada carga tributária e dificuldades logísticas para escoamento da produção de cana-de-açúcar, fatores que refletem no preço doméstico.

 

   Além de taxar a importação, o setor apresentou como possibilidades a desoneração de PIS/Cofins e a elevação da alíquota da Cide sobre a gasolina, medidas que dariam mais competitividade ao etanol. No entanto, as duas últimas, por implicarem redução de receitas do governo federal ou aumento de inflação, ficaram de ser estudadas pela equipe econômica, informou Souza. Segundo a Frente, até o ano passado os produtores pagavam R$ 48 por metro cúbico de etanol em PIS/Cofins. Com o fim da desoneração do setor, esse custo passou a R$ 120. Além disso, a redução do preço da gasolina, segundo a nova política de preços da Petrobras, acabou minando a competitividade do setor. "O etanol passa por dificuldades", disse o deputado.

Globo Rural/ Estadão Conteúdo

 

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22/06/2017 • 02:39

Frente do setor sucroenergético quer taxa de 17% para etanol importado

Os Estados Unidos elevaram a quantidade produzida do combustível, o que diminuiu o custo e prejudica produtores brasileiros

Parlamentares ligados ao setor sucroenergético pediram nesta terça-feira, (20/6), apoio do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, a medidas para coibir a importação de etanol pelo Brasil. O pleito mais próximo de ser atendido, segundo o representante da Frente Parlamentar pela Valorização do Setor Sucroenergético, deputado Sérgio Souza (PMDB-PR), é a taxação das importações do combustível em 17% - a alíquota hoje é zero. "Haverá uma reunião da Camex (Câmara de Comércio Exterior) no próximo dia (4/7).

 

   Provavelmente virá uma taxação da importação do etanol. Boa parte dos países taxa, e o Brasil deve taxar em 17%", afirmou Souza após encontro com Meirelles na sede da Fazenda. A importação de etanol prejudica os produtores locais, principalmente do Nordeste, onde a safra está sendo colhida, argumentou Souza. Segundo ele, os Estados Unidos elevaram a quantidade produzida do combustível, o que diminuiu seu custo, enquanto os produtores brasileiros precisam lidar com elevada carga tributária e dificuldades logísticas para escoamento da produção de cana-de-açúcar, fatores que refletem no preço doméstico.

 

   Além de taxar a importação, o setor apresentou como possibilidades a desoneração de PIS/Cofins e a elevação da alíquota da Cide sobre a gasolina, medidas que dariam mais competitividade ao etanol. No entanto, as duas últimas, por implicarem redução de receitas do governo federal ou aumento de inflação, ficaram de ser estudadas pela equipe econômica, informou Souza. Segundo a Frente, até o ano passado os produtores pagavam R$ 48 por metro cúbico de etanol em PIS/Cofins. Com o fim da desoneração do setor, esse custo passou a R$ 120. Além disso, a redução do preço da gasolina, segundo a nova política de preços da Petrobras, acabou minando a competitividade do setor. "O etanol passa por dificuldades", disse o deputado.

Globo Rural/ Estadão Conteúdo

 

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