06/12/2017 • 13:32

Integrantes de movimento social invadem fazenda em Bauru

Segundo os representantes da União Nacional Camponesa, cerca de 200 famílias estão no local. Polícia Militar enviou uma viatura ao local para averiguar a situação

Integrantes do movimento social União Nacional Camponesa invadiram a Fazenda Santo Antônio, que pertence ao um frigorífico de Bauru (SP), na manhã desta quarta-feira (6). Segundo os representantes do movimento, cerca de 200 famílias estão no local, aproximadamente 400 pessoas.

A Polícia Militar ficou sabendo da invasão nesta manhã e enviou uma viatura até o local para averiguar a situação. De acordo com a PM, nenhuma ocorrência foi registrada.

Os integrantes pedem maior agilidade no processo que pode disponibilizar as terras que pertencem ao frigorífico Mondelli, que decretou falência em 2014, para fins de reforma agrária.

Em nota, a Superintendência Regional do Incra/SP informou que tem interesse em participar do leilão da fazenda Santo Antônio, a fim de destiná-la à reforma agrária, e que está trabalhando nos trâmites administrativos para a disponibilização dos recursos necessários.

Quanto à reivindicação do movimento, já há o compromisso do Incra em atendê-la, mas não depende do órgão a agilidade no processo, uma vez que aguarda o agendamento do leilão.

 

Entenda o caso

 

A falência do frigorífico Mondelli foi decretada pela Justiça em dezembro de 2014, mas as atividades da unidade de produção industrial (abatedouro e fábrica) foram mantidas para garantir o emprego dos cerca de 700 funcionários. A empresa está avaliada em R$ 88 milhões, mas o pagamento dos credores depende do fim do processo judicial envolvendo o frigorífico.

O plano de recuperação judicial apresentado pela empresa não foi aprovado pela Justiça. A empresa continuou as atividades, mas suspendeu o pagamento de credores.

No começo deste ano, integrantes da Frente Nacional de Luta já tinham ocupado a fazenda que poderá ser usada para a reforma agrária. Em setembro, foi feita a reintegração de posse de outra fazenda do grupo, a São Leopoldo, que foi ocupada por 19 meses.

Em junho do ano passado, cerca de 100 integrantes da Frente Nacional de Luta (FNL) invadiram a São Leopoldo. Dias antes, o presidente do Incra esteve em Bauru e admitiu que o local poderia ser usado para a reforma agrária.

G1

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06/12/2017 • 13:32

Integrantes de movimento social invadem fazenda em Bauru

Segundo os representantes da União Nacional Camponesa, cerca de 200 famílias estão no local. Polícia Militar enviou uma viatura ao local para averiguar a situação

Integrantes do movimento social União Nacional Camponesa invadiram a Fazenda Santo Antônio, que pertence ao um frigorífico de Bauru (SP), na manhã desta quarta-feira (6). Segundo os representantes do movimento, cerca de 200 famílias estão no local, aproximadamente 400 pessoas.

A Polícia Militar ficou sabendo da invasão nesta manhã e enviou uma viatura até o local para averiguar a situação. De acordo com a PM, nenhuma ocorrência foi registrada.

Os integrantes pedem maior agilidade no processo que pode disponibilizar as terras que pertencem ao frigorífico Mondelli, que decretou falência em 2014, para fins de reforma agrária.

Em nota, a Superintendência Regional do Incra/SP informou que tem interesse em participar do leilão da fazenda Santo Antônio, a fim de destiná-la à reforma agrária, e que está trabalhando nos trâmites administrativos para a disponibilização dos recursos necessários.

Quanto à reivindicação do movimento, já há o compromisso do Incra em atendê-la, mas não depende do órgão a agilidade no processo, uma vez que aguarda o agendamento do leilão.

 

Entenda o caso

 

A falência do frigorífico Mondelli foi decretada pela Justiça em dezembro de 2014, mas as atividades da unidade de produção industrial (abatedouro e fábrica) foram mantidas para garantir o emprego dos cerca de 700 funcionários. A empresa está avaliada em R$ 88 milhões, mas o pagamento dos credores depende do fim do processo judicial envolvendo o frigorífico.

O plano de recuperação judicial apresentado pela empresa não foi aprovado pela Justiça. A empresa continuou as atividades, mas suspendeu o pagamento de credores.

No começo deste ano, integrantes da Frente Nacional de Luta já tinham ocupado a fazenda que poderá ser usada para a reforma agrária. Em setembro, foi feita a reintegração de posse de outra fazenda do grupo, a São Leopoldo, que foi ocupada por 19 meses.

Em junho do ano passado, cerca de 100 integrantes da Frente Nacional de Luta (FNL) invadiram a São Leopoldo. Dias antes, o presidente do Incra esteve em Bauru e admitiu que o local poderia ser usado para a reforma agrária.

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