A Secretaria Estadual de Saúde (SES-SP) confirmou, na última terça-feira (24), o primeiro caso de mpox, antiga varíola dos macacos, em Araraquara (SP). De acordo com o painel de monitoramento da doença (Central/CIEVS - Estado de São Paulo), o primeiro caso confirmado na região corresponde a um homem com idade entre 25 e 29 anos, morador de Araraquara. Não há informações sobre o estado de saúde do paciente.
Em todo o estado de São Paulo, foram confirmados 51 casos, até esta quarta-feira (25). Não há registro de mortes. A mpox é uma doença viral que voltou a chamar atenção das autoridades de saúde em 2026.
Embora a maioria dos casos registados este ano evolua de forma leve, reconhecer os sintomas e entender como ocorre a transmissão é fundamental para evitar a disseminação do vírus.
Os sintomas mais comuns são febre, cansaço, dores de cabeça e pelo corpo, íngua e erupções na pele em formato de bolhas com ou sem casca. Boa parte dos casos tem evolução leve, mas, a depender da imunidade e das condições de saúde, o quadro pode complicar e até mesmo evoluir para óbito.
Transmissão e prevenção
A transmissão pode ocorrer por meio do contato prolongado com as lesões ocasionadas pela varíola. “Nas relações sexuais, a gente entende que esse contato pele com pele é maior, por conta da fricção. A transmissão também depende do comportamento sexual da pessoa, quantidade de parceiros e uso de preservativo ou não”, explicou a infectologista Ana Helena Germoglio, em entrevista ao Metrópolis.
A transmissão também pode ocorrer por compartilhamento de objetos contaminados, como roupas, toalhas ou roupas de cama e por contato próximo e contínuo, especialmente em ambientes fechados.