Ibitinga, Terça, 17 de Março de 2026
Radar Macroeconômico: Atividade econômica em desaceleração
Expectativas indicam menor crescimento no ano passado, embora a Agropecuária tenha registrado expansão de 13,1%
Radar Macroeconômico: Atividade econômica em desaceleração

  O relatório “Radar Macroeconômico”, elaborado pelo Departamento Econômico da Faesp, aponta desaceleração da atividade econômica, em grande parte associada à política monetária restritiva e a um cenário fiscal desafiador. Apesar disso, o mercado de trabalho permaneceu aquecido ao longo de 2025, com os principais indicadores situando-se em patamares recordes na série histórica iniciada em 2012.

   A divulgação oficial do PIB de 2025 ainda não foi realizada, entretanto, a expectativa de crescimento é de 2,3%, abaixo dos 3,4% registrados em 2024 em termos anuais. Para 2026, o mercado projeta expansão de 1,8%, indicando um ritmo de crescimento mais moderado.

  O IBC-Br, indicador mensal de atividade econômica e prévia do PIB, registrou crescimento acumulado de 2,5% em 2025. No recorte setorial, todas as atividades apresentaram expansão, com destaque para a Agropecuária (13,1%).

   Em relação a inflação, o IPCA acumulado em 12 meses atingiu 4,44% em janeiro de 2026. O Índice de Commodities Brasil (IC-Br), utilizado como indicador antecipador de pressões inflacionárias, situou-se em 440,25 pontos no mesmo mês, com variação mensal de 1,95%. Entre seus componentes, o IC-Br Metal registrou alta de 14,65%, enquanto o IC-Br Agropecuária e o IC-Br Energia recuaram 0,8% e 4%, respectivamente.

  Na reunião de janeiro, o Copom manteve a meta da taxa Selic em 15% a.a., sinalizando, entretanto, a possibilidade de início de um ciclo de redução nas próximas reuniões, condicionado à desaceleração da inflação e à melhoria das expectativas de mercado.

No âmbito fiscal, o Governo Central registrou em 2025 um resultado primário deficitário de R$ 61,7 bilhões em termos nominais (0,48% do PIB). Consideradas as exclusões autorizadas para cumprimento da meta fiscal de R$ 48,7 bilhões, o resultado primário ajustado apresentou déficit de R$ 13 bilhões (0,10% do PIB), situando-se dentro da margem de tolerância estabelecida para o ano.

Fonte: FAESP

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