O Sindicato Rural de Ibitinga e Tabatinga, através de seu presidente Sérgio Quinelato, que também é Diretor FAESP, fala sobre matéria da FAESP, quando no início de 2026, o mercado de fertilizantes no Brasil registrou aumento de preços, reflexo de uma combinação de fatores como a oferta global reduzida, a forte demanda internacional e tensões geopolíticas. O cenário tem elevado os custos de produção no campo e afetado diretamente a rentabilidade dos produtores rurais, com expectativa de novos aumentos nos próximos meses.
Entre os produtos que mais apresentaram alta, o fertilizante formulado 20-05-20 liderou os reajustes em janeiro, com avanço de 16,5%. Na sequência, o formulado 20-00-00 registrou aumento de 11,4%, reforçando o impacto dos insumos na composição dos custos das atividades agrícolas.
No segmento de nutrição animal, também foram observadas variações relevantes. O sal mineral apresentou alta mensal de 7,3%. Já o concentrado para engorda manteve estabilidade em relação ao mês anterior, mas acumula elevação superior a 40% em 12 meses.
Outras oscilações anuais expressivas foram verificadas em diferentes grupos de insumos. No caso dos medicamentos veterinários, houve redução significativa de 60,6% no preço da Ivermectina 1%. Por outro lado, o grupo de defensivos agrícolas registrou aumentos relevantes: no caso dos herbicidas, o Glifosato teve alta anual de 108,3%, enquanto a Hexazinona D subiu 81,1%. Entre os inseticidas, o Imidacloprid apresentou elevação anual de 134,6%.
Fonte:Faesp